
NESSECIDADES ESPECIAIS NA ESCOLA
Dados da escola
Escola Municípal de Ensino Fundamental Vereador Cléo dos Santos, Localizada na rua Loureiro da Silva, número 554, na vila São Pedro, na cidade de Alvorada.
Diretora: Carmem Lúcia.
Vice-diretora: Henriqueta Beatriz.
A escola atende 498 anos, do primeiro ano à sexta série do ensino fundamental.
O quadro de docente é composto por 22 profissionais.
São nove os casos de alunos com necessidaes especiais na escola:
Nome Idade ano/série Necessiade Encaminhamentos
Luana- 8 anos segundo ano síndrome de Down psicopedagoga- Hospital Conceição
Fabiana 9 anos segundo ano síndrome de Down APAE
Robert 9 anos segundo ano retardo mental CIR (atend. da rede municípal)
Marcos Vinícius- 10 anos quarta série autista Hospital Conceição
Ketlin 15 anos quinta série síndrome de Down CIR (atend. da rede municipal)
Hiago 11 anos quinta série autista Hospital de Clínicas
Cristofer 14 anos quinta série problemas na fala Não tem encaminhamentos
Andressa 14 anos quinta série retardo mental Não tem encaminhamentos
Giovani 12 anos sexta série autista Hospital Conceição
Na Constituição Federal de 1988- no iten relativo à Educação Especial, no Decreto 6571, de 17 de setembro de 2008, consta em seu artigo primeiro a obrigatoriedade da União em oferecer a Educação Especial, com a adequação necessária e recursos financeiros para o atendimento na rede pública dos alunos com necessidades especiais. A lei é muito recente, as propostas são as urgentes ao atendimento adequado dos alunos comn necessidades especiais na rede pública. Mas nós professores, que estamos vivendo a realidade em nossas escolas, sabemos o quanto é demorado a efetivação de uma proposta como esta do Decreto 6571. Penso que até ocorrer a implementação desta lei, como continuaremos atendendo nossos alunos com necessidades especiais? As questões que envolvem a estrutura dos prédios por exemplo, a formação de professores em Libras ou no Braille, são medidas que não há mais tempo. Não consigo entender como podemos atender alunos com determinadas necessidades sem uma formação específica.
Na LDB no capitílo V temos as diretrizes para educação especial.
A especialização e formação dos professores consta na lei. Novamente nossa realidade nas escolas são diferentes. Não temos nenhuma proposta de cursos, palestras ou alguma formação na rede estadual ou municipal, as quais pertenço, para professores, sobre educação especial.
Também fica declarado que quando não houverem condições adequadas para atendimento dos alunos com necessidades especiais na escola regular, este deverá frequentar classes, escolas ou serviços especializados.
O que tenho como prática é minha primeira experiência com um aluno com necessiades especiais, que era mudo. Ele frequentava a primeira série da qual era docente no ano de 2004. O aluno frequentou o ano inteiro, e foi reprovado, pois não me entendia e não conseguiu se alfabetizar. Este aluno segundo a LDB, não poderia estar na minha turma, pois, em nossa escola não havia condições adequadas para atendê-lo, que neste caso acredito ser um professor que tenha conhecimentos em Libras.
Penso que não adianta colocarmos os alunos com necessidades especiais no fundo da sala e fazer de conta que contribuímos para sua aprendizagem. Há casos que é muito necessário a especialização do professor. Mas esta formação de professores não está sendo efetivada conforme consta ana lei. Sei que tentei contribuir para a aprendizagem de meu aluno, mas sei que se ele estivesse em uma escola especial teria aproveitado muito mais o processo de aprendizagem.
Agora lendo o material da unidade 4 Deficiências físicas percebi o quanto poderia ter contribuìdo para a aprendizagem deste meu aluno naquele ano. O texto sobre o atendimento especializado para pessoas com deficiência física, de Carolina R. Schirmer, Nádia Browning, Rita Bersch e Rosangela Machado trás inúmeros exemplo de como trabalhar com os alunos que apresentam estas limitações.
Em um trecho do livro, fica claro meu sentimento como professora de um aluno mudo e o sentimento do aluno em minha sala de aula:
"Existem várias razões pelas quais as habilidades línguisticas de um sujeito podem estar inadequadas, um acidente, uma doença, ou um problema em seu desenvolvimento, qualquer que seja a causa, a situação é sempre muito frustrante e limitante, tanto para o sujeito como para a pessoa a seu redor..."
Penso que se estivesse este ano com o aluno, quanto material e propostas de atividades poderia tentar desenvolver com ele. Um recurso que usaria seriam as placas de comunicação com os desenhos, para uma participação efetiva do aluno nas atividades, nos debates, nas opções, nas combinações da turma. Usaria vários recursos da CCA Comunicação Aumentativa Alternativa, mesmo sabendo que ao final do ano, pelo regimento da escola, o aluno ainda seria reprovado. Esta participação dele não seria tão importante quanto o alfabetizá-lo? Penso o quanto isto poderia ser importante para aquele aluno, mas eu não tinha esta noção, só pensava em alfabetizá-lo, mesmo sem os recursos adequados.
Hoje percebo que sem um material diferenciado o aluno com deficiêcias físicas dificilmente se desenvolverá em uma turma regular.
Comments (2)
Simone Ramminger said
at 2:42 pm on Apr 29, 2009
Andréia apresentaste alguns dados da escola onde trabalhas, bem como os alunos com necessidades especiais que vocês atendem e fizeste algumas relações com os textos propostos. Podes indicar ainda no texto, as condições sócio-econômicas das famílias, características da comunidade escolar, participação na escola... Os casos desses alunos com necessidades especiais são discutidos nas reuniões de formação e planejamento da tua escola?
No caso do teu aluno mudo, como era a comunicação entre vocês? Como te sentias sendo professora deste aluno? Disseste que ele foi reprovado. A que fatores deves esta reprovação? Trocavas idéias sobre esse caso com alguém da escola?
Concordo contigo quando referes: "Penso que não adianta colocarmos os alunos com necessidades especiais no fundo da sala e fazer de conta que contribuímos para sua aprendizagem." Oferecer uma educação de qualidade significa fazer adaptações físicas e pedagógicas, garantindo que esses alunos, além de serem acolhidos e integrados na escola, também aprendam. O teu município não tem promovido discussões e qualificações, a fim de preparar melhor os professores e educadores?
Um abraço, Simone - Tutora sede EPNE
Simone Ramminger said
at 1:51 pm on May 11, 2009
Andréia passei pelo teu dossiê de inclusão e não encontrei as atividades da unidade 3. Estás com alguma dificuldade? Qualquer dúvida, faça contato.
Um abraço, Simone
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